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Os poemas de Deolinda Rodrigues: um olhar para sua contribuição e relevância na literatura africana

  • Foto do escritor: Milena Coelho
    Milena Coelho
  • 2 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura

Em meio ao vasto acervo da literatura africana, Deolinda Rodrigues permanece como uma voz ressonante. Uma poetisa cuja escrita ecoa através do tempo. Seu legado transcende as fronteiras, com sua habilidade de expor de forma única e expressiva a alma da cultura e das lutas africanas.




Conheça alguns poemas da escritora e o que eles simbolizam:


Inquirindo: possui como ideia central um processo de questionamento constante, no qual Rodrigues questiona o seu papel e o que acontece ao seu redor, levantando questões fundamentais sobre o colonialismo. Utilizando referências militares, ela demonstra sua resistência à influência portuguesa em terras africanas, pontuando como a sociedade foi ‘’estragada’’ pelos colonizadores portugueses.


Mamã: evidencia a conexão entre a autora e sua terra natal. A África é colocada como mãe, expondo as dificuldades e desafios enfrentados por seu povo durante todo o período colonial. Deolinda destaca que o futuro de Angola, assim como de todo o continente, reside no povo, para sua própria libertação. E mesmo assim, muitos filhos traíram sua mãe África ao colaborarem e serem a favor da colonização.


A Consoada: este poema traz consigo a dualidade entre a esperança de liberdade e a dura realidade da prisão e da guerra vivenciada pelo povo. Enquanto o mundo celebra a paz e a fraternidade durante o Natal, para os guerrilheiros é uma noite de vigília na prisão, uma representação tanto simbólica quanto literal. A prisão representa as restrições físicas, emocionais e ideológicas impostas pela guerra, transmitindo a sensação de confinamento, opressão e desejo por liberdade e dignidade.


Os poemas de Deolinda são relevantes para a literatura e sociedade africana, uma vez que reconhecem, valorizam e celebram a rica herança cultural do continente através da beleza contida em sua poesia. Langidila, seu nome de guerra, demonstrou que sua luta pela libertação de Angola não se resumia apenas ao uso de armas de fogo; ela utilizou uma arma ainda mais poderosa, a qual se mantém imortal: as palavras.


A leitura desses textos promove grandiosos debates sobre a resistência, a influência cultural, as consequências da opressão colonial e o papel da memória histórica na construção de toda uma identidade nacional. Para os interessados em explorar essa rica obra, os três poemas citados neste post estão disponíveis no arquivo abaixo:






 
 
 

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