Desilusão na Poesia de Amélia Dalomba: Exploração dos Traços Identitários
- Moara Brandao Xavier
- 4 de jul. de 2023
- 1 min de leitura
Nessa postagem, o intuito é destacar a desilusão enquanto elemento presente no lirismo de Amélia Dalomba (Cabinda, 23 de novembro de 1961), relacionando essa abordagem com traços identitários da autora. A desilusão é abordada por Dalomba em suas obras a partir da influência de suas experiências pessoais, assim como o contexto social, cultural e histórico.

O poema seguinte intitulado "Desesperança (I)" faz parte do livro Espigas do Sahel (2004), presente em sua mais nova Antologia (2017).
"Trago na canção do meu silêncio a melodia de um poema que não digo
demasiada dor, a angustiada certeza de uma despedida,
de longe o que para trás ficou já era...
Como flor "Bom dia" despetalo-me toda ao morrer sol
ave ao flutuar ao rumo de sul e norte
pelas crateras humanas áridas e cruéis
a esperança que se inventa, ao suspirar entre cada lágrima"
(Antologia Poética, de Amélia Dalomba. Luanda: Editora PalancaMedia, 2017. Pág. 301)
Evidenciamos traços identitários uma vez que nos deparamos com as reflexões sobre a dor, a despedida e a esperança. A partir dessa expressão lírica livre e metafórica, enquanto autora contemporânea, Dalomba expressa um profundo sentimento de desilusão e desesperança em relação ao passado e ao futuro. Ao mencionar "ave que flutuar ao rumo de sul e norte, pelas crateras humanas áridas e cruéis", a autora pode estar fazendo alusão às experiências de seu povo, relacionando-se com a história e a identidade angolana marcada por conflitos e desafios.
O GEPECCA (Grupo de Estudo e Pesquisa em Estudos Comparados, Crítica e Africanidades) possui um vasto acervo literário de obras da Amélia Dalomba e sua literatura angolana contemporânea e, através do blog enquanto espaço interativo, temos o intuito de divulgar poemas selecionados!






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