Autoria feminina em Angola: poéticas insubmissas em feições identitárias
- Renata Beatriz Rolon
- 11 de set. de 2021
- 1 min de leitura
Atualizado: 21 de set. de 2021
Mulher
A saliva invade o vácuo do céu desta boca
Deglute espermas das laranjas
fibras frutos nas salinas da vida
cada mulher deusa escrava
castiça sacrário
bendito
aurora da vida.
Amélia Dalomba (2006, p. 76)
Parto de partidas
Onde poisa uma gaivota há sempre um peixe desventrado
Quem apagará a luz?
Esta geração brota raiz parasita da palmeira vincada pela
matriz
Onde a terra pariu partidas
E quem ainda voltará
Que bata a porta e apague a luz.
Amélia Dalomba (2005, p. 153)







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